Desde 1976 cultivando o Espírito do Rugby em Campinas
Campinas, 10 de setembro de 2010
Mais informações:



Treinos:

SEGUNDAS FEIRAS:

ESCOLINHA
para Menores de 18 anos
Horário: 20h30min
Local:
Quadra de areia da DECATHLON CAMPINAS


Comparecer com material (vestuário) apropriado para treino.
Inscrições pelos telefones: 19-97868223 ou 19-91349142
ou e-mail:
contato@jequitibarugby.com


SABÁDOS


Horário: 16h00min
Local: ITINERANTE, CONFIRME O LOCAL DO TREINO NO CALENDÁRIO QUE CONSTA NO FÓRUM


Comparecer com material (vestuário) apropriado para treino.
Restrito aos sócios do Jequitibá Rugby Clube.

TERÇAS E QUINTAS-FEIRAS:
Horário: 19h00min
Local: FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA - UNICAMP

CAMPO POLIESPORTIVO 

Comparecer com material (vestuário) apropriado para treino.

Restrito aos sócios do Jequitibá Rugby Clube

 

SEGUNDAS E QUARTAS -FEIRAS:
Horário: 12h00min
Local:
Campo de futebol da FEF - UNICAMP

Comparecer com material (vestuário) apropriado para treino.

Restrito aos sócios do Jequitibá Rugby Clube

 

 

 

 
 


 

A IMPORTÂNCIA DAS CATEGORIAS DE BASE PARA O DESENVOLVIMENTO DO ESPORTE

Data: 01/10/2008

Acredito eu, que ninguém discorda que categorias de base são fundamentais para o crescimento e evolução de qualquer esporte, mas então porque são tão poucas as equipes de menores em relação as equipes adultas, porque tantas equipes adultas surgem e somem por falta de renovação. A A.B.R. tem se preocupado em estimular a formação de categorias de menores, inclusão do esporte nas escolas e comunidades carentes, mas ainda estamos longe de atingir o nível de outras modalidades esportivas. Então vamos tratar este assunto, na tentativa de fomentar este trabalho árduo e muitas vezes não totalmente reconhecido ou compreendido.
As categorias de base se iniciam, aproximadamente aos 10 ou 12 anos, antes disto temos as escolinhas esportivas que deveriam ter o objetivo principal de desenvolvimento integral do indivíduo, dando a oportunidade no futuro de escolher e se orientar em direção desta ou aquela modalidade esportiva.
Segundo Enrique Cordero Biedma no seu livro "Enseñando Rugby a los chicos" teríamos os seguintes objetivos de acordo com a idade da criança:

- 8 anos. Introdução as ações físicas naturais individuais e aos pares; jogos com e sem bolas; noções de tempo e espaço; contato solo, companheiro, rival. - 9 anos. Melhoria das ações físicas naturais; correr para frente; idéia de on e off-side; passe para atrás; tackle; scrum 3 formação 2:1. - 10 anos. Princípios do jogo; exercícios para aprender as técnicas e desenvolver as destrezas; scrum de 4; regras. - 11 anos. Exercícios para melhoria das destrezas individuais; kicking; maul; ruck; hand-off; regras. - 12 anos. Maior dificuldade nos exercícios das 4 destrezas; line-out; scrum de 8; regras. - 13 anos. Movimentos táticos simples; exercícios táticos simples para ½ scrum, abertura, full back, etc.; regras. - 14 anos. Aperfeiçoamento de destrezas individuais, de unidades e equipe, regras.

Não podemos deixar de observar que este enfoque da aprendizagem do esporte, está inserida numa realidade e cultura esportiva diferente da nossa.
A estrutura do esporte brasileiro, infelizmente se baseia na formação de equipes para competição; onde quem sobrevive neste sistema é o atleta mais bem dotado, objetivando com isto a medalha. Mas e o esporte como veículo de educação? Será que as característica do Rugby não seriam ideais ou no mínimo, tão propícias como as dos outros esportes, para contribuir no processo ensino - aprendizagem, nos domínios afetivo, cognitivo e psicomotor. Se acreditarmos nisto, e realmente é difícil não acreditar, poderíamos justificar e defender a inclusão do Rugby no processo de aprendizagem brasileiro. Iniciando o contato das crianças com a modalidade numa idade bem menor do que atualmente acontece, que é na universidade, o que dificulta a adquisição das habilidades específicas para o esporte. Todos nós provavelmente concordemos em que jogar bem, não é outra coisa do que resolver de forma adequada e no menor tempo os problemas específicos, aí nasce a necessidade da experiência e preparo físico para se jogar bem, experiência para resolver o problema, e preparo físico para executar a solução. Pois muito bem, se nossos jogadores entram em contato com o esporte em média aos 17 anos, e recebem as mesmas informações que os jogadores de países vizinhos recebem a partir dos 9 ou 10 anos, como esperar que eles compitam em igualdade de condições e com isto consigam resultados internacionais de destaque. A única forma de mudarmos esta história é investir nas categorias de base para propiciar que no futuro tenhamos jogadores em plena forma física com a experiência necessária a melhor solução dos problemas do jogo.
Por isso podemos considerar os atuais jogadores das nossas seleções como verdadeiros heróis, que disputam, não somente contra os adversários mais também com a estrutura esportiva estabelecida atualmente.
Se todos nós contribuirmos, podemos mudar esta realidade aos poucos e com muito esforço, mas o Brasil tem potencial humano para isso.
Na tentativa de contribuir neste processo me coloco a disposição de vocês para discutirmos este e outros assuntos referentes ao Rugby brasileiro, com este objetivo solicitei a coordenação da Rugbymagazine abrir o e-mail carlos@rugbymagazine.com.br através do qual vocês poderão se comunicar comigo,

muito obrigado.

Carlos Javier Pazos C.R.E.F.4/S.P.1205/02


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